O
inflacionado mercado do futebol
“Qualquer jogador sem
ter provado nada vale €100
milhões” assim definiu Cristiano Ronaldo em longa entrevista a emissora
portuguesa “TV!”. O mercado de transferências do futebol moderno tem se
mostrado inflacionado ao extremo e, por ele, giram valores astronômicos por
jogadores “normais”, de posições consideradas de menor popularidade e “menos
ofensivas”, como por exemplo, zagueiros, laterais e volantes. O aumento nos
valores das transferências faz com que todas as pessoas se abismem com os
valores envolvidos no futebol. E a realidade do povo brasileiro, mundial? E no
âmbito esportivo? Independente de qualquer questão que seja é algo a se
questionar e certamente discordar.
Valor
recorde movimentado pelo futebol
Dentre toda a história
de mais que secular a transferência entre clubes mais cara da história do
desporto foi a que envolveu Neymar, Barcelona e Paris Saint-Germain, movimentou
a cifra de, nada menos que €222
milhões, no ano de 2017. Valores próximos ao recorde atingido e movimentado por
Neymar existiram e existem a cada janela de transferências, no ultimo verão
europeu a Juventus fechou a contrata com Mathias De Ligt por €75 atuando em uma posição “menos
privilegiada” do futebol, se trata de um zagueiro. Independente de posições
dentro do gramado os valores estratosféricos aplicados no futebol, devido à
situação vivida no planeta não deveria, apesar do Fair Play financeiro aplicado
no esporte mais popular do mundo não faz referencia ao atual momento,
ambiental, empregatício e social de toda a sociedade.
Zagueiros
supervalorizados
Apesar de importantes,
certas posições, como jogadores de defesa e que não costumam fazer os gols, o
momento de êxtase do futebol, na cabeça dos fãs e torcedores, sobretudo
brasileiros, esses atletas deveriam custar menos e ter suas transferências ter
um valor “mais acessível” dentro do absurdo mundo do esporte. O dinheiro, por
exemplo, investido pelo gigante Manchester United na contratação de Harry
Maguire, € 87 milhões, por
um defensor que, no senso comum, teriam de serem as posições de menor prestigio
e as verbas investidas nessas adesões teriam de ser menores e, de certa forma,
espantam e deixam boquiabertos todos àqueles que escutam sobre o dinheiro
envolvido no atual mercado de transferências do futebol.
Até
aos atletas desagrada essa inflação
Um dos recordistas,
juntamente de Lionel Messi, em bolas de ouro o português Cristiano Ronaldo
classificou como “loucura” o superávit que vive o futebol. Atualmente não é
“obrigatório” provar nada e nem conquistar nada dentro do cenário esportivo
para que seu passe chegue, facilmente, aos €100 milhões. Se fosse “precificar” atletas que
conquistam, marcam seu nome na história da modalidade, e se levasse em conta
esses valores estratosféricos, jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi
seriam “impagáveis” e não teriam passe fixado por nenhum valor caso fosse
observado apenas suas contribuições ao desporto e a suas equipes.
A
desigualdade existente no meio esportivo
Para um simples
esporte, as cifras apresentadas não condizem com a realidade financeira do
planeta e, apesar da diversão e alegria que gera o futebol, não pode ser normal
e, muito menos, aceitável atletas de menor destaque no esporte mais popular do
mundo custar tanto em um mercado claramente inflacionado e fora da realidade.
Atletas de destaque merecem essas cifras milionárias como essas? Difícil
responder essa pergunta e levantar definições a respeito desse tema polêmico,
até demais.
Não
são ataques a ninguém
Atletas como Neymar,
Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Harry Maguire são exemplos de movimentações
milionárias dentro do planeta futebol e obviamente não são culpados de suas
transferências por valores absurdos, desempenharam e mostraram talento para
tal, só se debate as cifras que rondam o esporte, as cifras que, se comparadas,
a cifras que governos de cidades e estados possuem fazem com que se duvide da real validade de cada investimento
feito em cada negocio fechado. Cada família que, por ventura, passe alguma
dificuldade financeira traçam um contraponto interessantíssimo, se não digno de
raiva, com as absurdas cifras que esses negócios futebolísticos movimentam e
isso certamente é digno de fúria e abismal para quem observa e apenas curte o
esporte.
Claudio
de Salles Jr




