quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Inflação no futebol? Os preços exorbitantes hoje em dia são mais do que comuns.



O inflacionado mercado do futebol
“Qualquer jogador sem ter provado nada vale 100 milhões” assim definiu Cristiano Ronaldo em longa entrevista a emissora portuguesa “TV!”. O mercado de transferências do futebol moderno tem se mostrado inflacionado ao extremo e, por ele, giram valores astronômicos por jogadores “normais”, de posições consideradas de menor popularidade e “menos ofensivas”, como por exemplo, zagueiros, laterais e volantes. O aumento nos valores das transferências faz com que todas as pessoas se abismem com os valores envolvidos no futebol. E a realidade do povo brasileiro, mundial? E no âmbito esportivo? Independente de qualquer questão que seja é algo a se questionar e certamente discordar.
Valor recorde movimentado pelo futebol
Dentre toda a história de mais que secular a transferência entre clubes mais cara da história do desporto foi a que envolveu Neymar, Barcelona e Paris Saint-Germain, movimentou a cifra de, nada menos que 222 milhões, no ano de 2017. Valores próximos ao recorde atingido e movimentado por Neymar existiram e existem a cada janela de transferências, no ultimo verão europeu a Juventus fechou a contrata com Mathias De Ligt por 75 atuando em uma posição “menos privilegiada” do futebol, se trata de um zagueiro. Independente de posições dentro do gramado os valores estratosféricos aplicados no futebol, devido à situação vivida no planeta não deveria, apesar do Fair Play financeiro aplicado no esporte mais popular do mundo não faz referencia ao atual momento, ambiental, empregatício e social de toda a sociedade.

Zagueiros supervalorizados
Apesar de importantes, certas posições, como jogadores de defesa e que não costumam fazer os gols, o momento de êxtase do futebol, na cabeça dos fãs e torcedores, sobretudo brasileiros, esses atletas deveriam custar menos e ter suas transferências ter um valor “mais acessível” dentro do absurdo mundo do esporte. O dinheiro, por exemplo, investido pelo gigante Manchester United na contratação de Harry Maguire, 87 milhões, por um defensor que, no senso comum, teriam de serem as posições de menor prestigio e as verbas investidas nessas adesões teriam de ser menores e, de certa forma, espantam e deixam boquiabertos todos àqueles que escutam sobre o dinheiro envolvido no atual mercado de transferências do futebol.
  
Até aos atletas desagrada essa inflação
Um dos recordistas, juntamente de Lionel Messi, em bolas de ouro o português Cristiano Ronaldo classificou como “loucura” o superávit que vive o futebol. Atualmente não é “obrigatório” provar nada e nem conquistar nada dentro do cenário esportivo para que seu passe chegue, facilmente, aos 100 milhões. Se fosse “precificar” atletas que conquistam, marcam seu nome na história da modalidade, e se levasse em conta esses valores estratosféricos, jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi seriam “impagáveis” e não teriam passe fixado por nenhum valor caso fosse observado apenas suas contribuições ao desporto e a suas equipes.

A desigualdade existente no meio esportivo
Para um simples esporte, as cifras apresentadas não condizem com a realidade financeira do planeta e, apesar da diversão e alegria que gera o futebol, não pode ser normal e, muito menos, aceitável atletas de menor destaque no esporte mais popular do mundo custar tanto em um mercado claramente inflacionado e fora da realidade. Atletas de destaque merecem essas cifras milionárias como essas? Difícil responder essa pergunta e levantar definições a respeito desse tema polêmico, até demais.
Não são ataques a ninguém
Atletas como Neymar, Cristiano Ronaldo, Gareth Bale e Harry Maguire são exemplos de movimentações milionárias dentro do planeta futebol e obviamente não são culpados de suas transferências por valores absurdos, desempenharam e mostraram talento para tal, só se debate as cifras que rondam o esporte, as cifras que, se comparadas, a cifras que governos de cidades e estados possuem fazem com que se  duvide da real validade de cada investimento feito em cada negocio fechado. Cada família que, por ventura, passe alguma dificuldade financeira traçam um contraponto interessantíssimo, se não digno de raiva, com as absurdas cifras que esses negócios futebolísticos movimentam e isso certamente é digno de fúria e abismal para quem observa e apenas curte o esporte.
Claudio de Salles Jr

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