domingo, 2 de fevereiro de 2020

A REESTRUTURAÇÃO DO CRUZEIRO: O ANO QUE PODE SER VITAL NA HISTÓRIA DA RAPOSA.


         A queda do Cruzeiro, um dos clubes que nunca foram rebaixados, escancarou uma nova realidade pelos lados da Toca da Raposa. A saída em massa de diversos medalhões do clube, ao mesmo tempo, aliviou a folha salarial, mas também trouxe consigo um decréscimo técnico evidente. A crise mineira não é só dentro das quatro linhas, o fator financeiro, primordial dentro do esporte, afasta da equipe contratações bombásticas que elevariam o patamar do time e faz necessário fixar um teto salarial muito abaixo da realidade na Serie A do campeonato brasileiro (150 mil reais).



Jogadores de renome como o atacante Fred, o Meia Rodriguinho, o Lateral Egídio entre outros já fecharam acordos com a diretoria Celeste e encaminharam suas saídas, sejam elas por empréstimo ou rescisão amigável de seus contratos, o “acumulo” de débitos para com esses atletas evidencia ainda mais a incapacidade de, hoje, o gigante mineiro realizar contratações e como a grande parte das outras equipes grandes ao caírem voltarem com força total e até certa facilidade.


Claro que ninguém sabe como será a vida da Raposa na Série B de 2020, mas pelo que se percebe não será das mais fáceis. A equipe utilizada pelo técnico Adilson Batista nos primeiros jogos do ano é bastante diferente do Cruzeiro recheado de estrelas de outrora e, salvo surpresas positivas, a equipe de Minas Gerais enfrentará um ano de dificuldades. Na partida contra o Tupynambás, pelo campeonato mineiro, o Cruzeiro levará a campo a seguinte escalação: Fábio, Edilson, Cacá, Léo, Rafael Santos, Machado, Jadsom Silva, Mauricio, Everton Felipe, Alexandre Jesus e Judivan.



Apenas 4 dos 11 titulares prováveis para o próximo jogo do Cruzeiro são remanescentes da escalação de 2019, isso mostra o acontecimento do fenômeno citado nesse texto. O ano de 2020 será de reconstrução na Raposa e, com certeza, será preciso muita calma, paciência e boa vontade da torcida para com o elenco e todos os envolvidos nesse ano de reconstrução do Cabuloso, sem duvida, um dos maiores clubes do país e um dos clubes com a historia mais vencedora e bonita dentre os maiores clubes da primeira divisão nacional.


Claudio de Salles Jr

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