segunda-feira, 27 de abril de 2020

VASCO 1998: NO ANO DO CENTENÁRIO, CLUBE CONQUISTOU A AMÉRICA

         O ano de 1998 certamente vive na memoria da maioria dos torcedores do Clube de Regatas Vasco da Gama. Além de ser o ano em que o clube completou 100 anos, o esquadrão cristalino tinha muita qualidade e era repleto de craques. Que torcedor do Gigante da Colina não se lembra de todos os heróis da conquista da América? Até os mais novos tem na ponta da língua os 11 titulares da conquista,  de Carlos Germano Luizão. No ano dourado do clube foram disputados 73 jogos. O time teve 35 vitórias, 21 empates e 17 derrotas. Na temporada, foram várias conquistas  por todo o ano do centenário. O domínio do clube carioca no final do século passado é memorável e marcante, sobretudo o ano de 1998, em que o Bacalhau chegou à conquista do continente e coroou o ano coma disputa acirrada contra o rei de copas europeu, o Real Madrid, no Mundial de Clubes , em Tóquio, no Japão.

No ano anterior, o Vasco foi campeão brasileiro em 1997, mas perdeu Edmundo, uma das estrelas do clube, e Evair. O Animal foi para à Fiorentina, da Itália; e Evair seguiu para a Portuguesa, de São Paulo. Essa foi uma ação ousada da Federação Paulista de Futebol, que pagou parte dos vencimentos  da Lusa por uma temporada. Mesmo com essas perdas, o Centenário Vascaíno foi brilhante e conquistou o maior título de sua história, a Libertadores.

O Vasco começou mal o torneio perdeu as duas primeiras partidas da fase de grupos contra Grêmio e Guadalajara. Só conquistou um ponto no terceiro jogo no empate com América. Já no segundo turno conseguiu se recuperar com duas vitórias e um empate e conquistou a vaga. Na segunda fase bateu o Cruzeiro e nas quartas voltou a enfrentar o Grêmio. Cruzmaltino despachou o Tricolor com um empate em Porto Alegre e vitória no Rio por 1 x 0. Aí nas semis ocorreu o jogo mais especial contra o River Plate. Após a vitória por 1 a 0 na Colina, o Vasco precisava de um empate em Buenos Aires. Sorín abriu o placar aos  22 do primeiro tempo. Mas Juninho Pernambucano fez um golaço de falta -- quando faltavam oito minutos para terminar -- que entrou para história. Foi o gol Monumental, cantado pela torcida em referência ao nome do estádio Monumental de Nuñez. Empolgado, clube encarou o Barcelona (EQU) na decisão, e Luizão Donizete fizeram a diferença. Eles fizeram os gols da vitória em São Januário. E na volta, de novo, fizeram os dois gols ainda no primeiro tempo. De Ávilla chegou a descontar, mas nada que atrapalhasse o título do Bacalhau

         No dia 01 de Dezembro foi disputada a grande final do mundial de clubes contra os blancos de Madrid. Esse talvez o maior jogo da história do clube em nível de importância. O time comandado por Antônio Lopes foi a campo com Carlos Germano, Vagner, Odvan, Mauro Galvão e Felipe, Luizinho, Nasa, Juninho Pernambuano RamonDonizete e Luizão. Muita gente que viu a partida acredita que o Vasco foi valente e jogou de igual para igual com os europeus mesmo sendo derrotado pelo placar de 2x1.



Aos 24 minutos da primeira etapa, o volante  Nasa fez gol contra. Mas aos dez minutos da segunda etapa, o Vasco da Gama conseguiu o empate com o Reizinho da ColinaJuninho Pernambucano. E a equipe carioca jogava melhor que o gigante europeu na etapa final da partida e dava indícios de que poderia se sagrar campeão do planeta. Porém, no apagar das luzes, aos 38 minutos da etapa final, Raul Gonzáles driblou dois e fez o gol do título para equipe espanhola.

          Apesar da derrota em Tóquio,o ano foi muito mais de sorrisos do que de lagrimas. Clube ainda foi campeão estadual por antecipação após vencer os dois turnos. Equipe também chegou à semifinal da Copa do Brasil e terminou o Brasileirão na 10ª posição.

sábado, 25 de abril de 2020

COMO O FUTEBOL BRASILEIRO VAI REAGIR A PANDEMIA DO COVID-19?

A pandemia do novo Coronavírus tem impressionado todo o planeta. E, por isso, o mundo esportivo foi obrigado a paralisar todas as competições, o que provoca uma indefinição quanto ao termino destas competições e o restante do calendário de 2020. Além disso, com a falta de jogos os clubes não tem como obter renda e nem a cota de televisão para pagar salários. Isso em um país que a maioria dos clubes tem dificuldades financeiras e acumulam dívidas trabalhistas. A maioria dos jogadores e torcedores querem a sequência dos jogos e o fechamento da temporada. Mas para isso a melhor opção é a realização das partidas seguindo as precauções necessárias sem a presença do público até que se resolva o problema do surto. Porém, isso acarreta uma menor arrecadação das agremiações e um final de ano bem complicado.

Alguns clubes tem mais “facilidade” para passar por essa paralisação forçada. Na primeira divisão, o maior destaque é o Flamengo. O clube carioca tem a melhor política econômica do futebol brasileiro e “teoricamente” conseguiria suportar a falta das cotas televisivas com premiações e patrocínios. Com a responsabilidade financeira implantada no clube, a estimativa era do aumento das receitas em 16% no início do ano, o que chegaria a mais de 700 milhões de reais. Com a renda estimada para 2020 seria possível arcar com 50 meses de folhas salariais de jogadores e comissão técnica, que gira em torno de 14 milhões mensais. Entretanto, apesar do boom financeiro, todo um projeto de reestruturação do clube pode ser comprometido caso a pandemia dure mais tempo.


Pacaembu virou hospital de campanha para infectados com Coronavírus. FOTO: Globoesporte.com
Mas essa não é a realidade dos outros times. Mesmo os grandes têm uma situação financeira complicada. Se antes da doença, equipes como Vasco, Corinthians e Cruzeiro (para citar alguns exemplos) já passavam por dificuldades, em um momento que não há renda devido a falta de jogos a situação tende a piorar. Muitas agremiações deram férias aos seus atletas e pagam ainda integralmente seus salários, outros já reduziram salário dos jogadores. Porém, nesse momento é necessário entrar em acordo com seus colaboradores, seus profissionais de todas as áreas envolvidas no clube e alguns terão que ceder.

Já times menores sofrem muito com o desenrolar da pandemia. Além de não conseguir manter seus atletas que estão com contrato vigente, clubes têm perdido atletas devido ao fim do contrato, que iria até o fim dos estaduais. E aqueles que continuarem e não aceitarem redução de salário podem entrar na justiça contra o clube e agravar ainda mais a situação dos clubes. O Santo André já avisou que terá dificuldades com a retomada do Paulistão porque, além da perda de atletas, o estádio Bruno José Daniel virou hospital de campanha para infectados com Covid-19. Porém, Federação Paulista autorizou a inscrição de novos jogadores.


Independente da situação dos clubes, a retomada do futebol não será boa para todos. Porque é provável que jogadores recebam menos já que não haverá renda da torcida, pois -- ao menos até setembro -- os jogos dever acontecer com portões fechados. E com calendário apertado haverá a diminuição do intervalo dos jogos: de 68 horas para 48 horas. E ainda há o risco de um jogador ou profissional envolvido com jogo contaminar alguém -- bom lembrar que a maioria dos infectados não terão sintomas e podem espalhar a doença sem saber. A pré-temporada para retomada da condição física não deve ser a ideal, já que faltarão datas. Há risco de desgaste pelo número de jogos. Mas, como sem jogo os clubes não terão como obter renda, agremiações serão obrigadas a jogar no sacrifício. Por isso, o resto do ano não será fácil, e 2021 deve só conter e não melhorar a crise financeira.